Uma empresa industrial de Múrcia, cidade de excelente acervo arquitetônico histórico e de restaurantes com pratos de muito bom gosto e sabor, na província espanhola do mesmo nome, está sendo acionada na Justiça acusada de violar a dignidade de trabalhadoras no interior da fábrica.
Duas operárias que se recusaram a submeter-se às regras patronais denunciaram à autoridade judiciária e ao sindicato da categoria que foram obrigadas a portar cartazes no pescoço para anunciar que estavam dirigindo-se ao banheiro e que o patrão controla o consumo de água durante o expediente para reduzir o uso dos toaletes (os homens não estão entre os trabalhadores controlados).
Reportagem recente de Anelise Infante, da BBC Brasil em Madri, revela essas e outras humilhações praticadas contra as trabalhadoras praticadas pela industrial El Ciruelo – tais como, controlar o acesso aos reservados por meio de um aparelho que registra as impressões digitais das usuárias e ameaçar as mesmas de descontar do salário o tempo excedente a 5 minutos no banheiro – fazem parte do rol de violações à lei protetora do trabalho.
A empresa acusada desses ilícitos trabalhistas tem cerca de 2000 trabalhadoras e, por isso, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e as Comissões Operárias (CC.OO), duas grandes centrais sindicais espanholas, estão empenhadas em proteger as associadas desses exageros e apoiam a ação judicial das vítimas. A UGT, por sinal, já divulgou nota à imprensa, com duras críticas à empresa e alerta de que tomará as providências que forem necessárias para interromper a prática desses atos.
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